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Webinário nesta segunda (08) traz mulheres para debaterem os desafios da liderança feminina no setor moveleiro

05/03/2021

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a plataforma Setor Moveleiro traz quatro mulheres para debaterem desafios e transformações da liderança feminina no segmento. A edição especial comemorativa que acontece nessa segunda-feira (08), às 17 horas, vai contar com a presença de Ana Paula Manfrin, diretora Industrial e Comercial da Poliman Móveis, Camila Bartalena, gerente de Marketing e Produtos da REHAU Brasil, Claudia Gonçalves, diretora de Vendas Internacionais da Têxtil J. Serrano e Rosana Belo, diretora-presidente do Expoara e da Movelpar 2021 e diretora-executiva da Móveis Belo.

A liderança feminina, segundo Camila Bartalena, vem, ao longo dos anos, crescendo e se tornando essencial dentro das organizações. “Existem diversas pesquisas que já comprovam que os pontos fortes da liderança feminina como flexibilização, diversidades nas ideias, criatividade e inovação, persistência, busca contínua de superação integrada com a parte humana e emocional, aumenta resultados e performance das organizações”, destaca. Segundo ela, a pandemia trouxe a necessidade de as empresas desenvolverem um olhar mais humanizado e emocional, favorecendo as habilidades da liderança feminina em ajudar as empresas a olharem para seus colaboradores de uma maneira diferenciada e implementar ações e campanhas que ajudem na superação deste momento. Sempre compartilho com a equipe sobre meu processo de psicoterapia e como é importante o autoconhecimento, principalmente diante situações inusitadas que acabam acionando grande gatilhos que podem atrapalhar no ambiente profissional”, afirmou.

Rosana Belo ressalta, contudo, que ainda que a situação tenha avançado nas últimas décadas, existe ainda muito preconceito e discriminação da liderança feminina. “A mulher ainda encontra resistência ao almejar cargos estratégicos. As organizações, equipes e a sociedade, no entanto, tem muito a ganhar com a liderança feminina, que possui entre seus pontos fortes a flexibilização, colaboração, criatividade e inovação, fatores essenciais para as empresas se manterem competitivas”, disse. A razão disso, de acordo com Rosana, está relacionada à diversidade de ideias, o que favorece a criatividade e o desenvolvimento de soluções inovadoras. “As mulheres são acostumadas a lidar com uma série de demandas ao mesmo tempo, possuem forte tendência à cooperação, maior empatia e desenvoltura no relacionamento interpessoal. Portanto, a liderança feminina é essencial para melhorar a distribuição de renda, combater o preconceito e atingir a justiça social”, complementou.

Para Ana Paula Manfrin, a presença da mulher no ambiente corporativo está cada dia mais consolidada, mas o caminho para a mulher até a liderança é mais árduo. “Infelizmente ainda temos uma sociedade preconceituosa que faz com que este caminhar seja um pouco mais difícil, mas não impossível. A oportunidade da conquista nos permite mostrar para o que viemos e servir de exemplo para tantas outras mulheres. Posso dizer isso pois me sinto uma inspiração das diversas oportunidades que já tive de incentivar outras mulheres a batalharem por cargos melhores dentro das organizações”, afirmou. Ana Paula cita a versatilidade que a mulher precisou assumir nesse momento de pandemia. “Neste período, mais que em outros momentos, a mulher se mostrou uma guerreira, pois além do lado profissional, se viu com os filhos dentro de casa e uma rotina às avessas. Foi mãe, dona de casa e ainda profissional, habilidade que cabem a poucos. Não há nenhuma contribuição melhor do que essa que combina adaptação com eficiência”.  

A consolidação da participação de lideranças femininas é destacada por Cláudia Gonçalves como resultado de muita luta e ações inclusivas em alguns setores. “Superar os limites imposto pela sociedade durante séculos é tarefa diária, e certamente temos obtido sucesso em se impor e melhorar nossa capacidade gerencial. No entanto, a situação ainda está longe de uma situação igualitária. Como exemplo, podemos citar que as mulheres são, aproximadamente, 52% da população e estão representadas por apenas 10% dos membros no Congresso Nacional”, lembrou. Para Cláudia, um dos fortes atributos da mulher é a sua capacidade de reinvenção. “Além de serem mais cooperativas, são mais flexíveis e possuem mais feeling para mediação de conflitos para encontrar sempre um meio termo entre o que se considera certo ou errado em uma organização. O modelo de liderança feminina, geralmente é mais inclusivo e com mais disposição ao diálogo”, concluiu.

Para acompanhar o Webinar, acesse https://youtube.com/c/SetorMoveleiro

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