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Webinário “Setor Moveleiro” abordou aquecimento do mercado em meio à pandemia

02/09/2020

No cenário “novo de novo”, industriais correm contra o tempo para contratar colaboradores e garantir suprimentos para a produção

O produtor executivo da Movelpar 2021 e CEO da plataforma de conteúdo estratégico e negócios Setor Moveleiro, Carlos Bessa, comandou o webinário semanal que abordou o cenário atual com o aquecimento do mercado em meio à pandemia. Bessa iniciou contextualizando as perspectivas motivadoras para o ano previstas em 2019 com a análise da redução dos juros e inflação, expansão do crédito e da massa salarial após anos de crise econômica.

“O Iemi projetava um crescimento de 19% no setor moveleiro até 2021, superando oito anos de oportunidades e enriquecimento perdidos, retornando ao bom patamar de 2013. Esta projeção era sustentada por todos os elos da cadeia moveleira”, destacou.

Contudo, o que parecia ser um cenário de crescimento consistente da produção foi revertido para uma enorme redução nos primeiros meses de quarentena, estimando-se uma queda de 10,2% no volume de peças e de 9,9% no valor de vendas nominais na indústria em 2020. Para o varejo, a previsão até então era uma perda de 10,3% no volume de peças, contra 11,8% no valor de vendas nominais no acumulado deste ano frente aos resultados de 2019.

Hoje, estima-se que mais de 70% das empresas no Brasil manterão um regime home office total ou parcial de maneira permanente a partir de agora. Contudo, isso não significa, segundo Bessa, que necessariamente iniciaremos o próximo ano com um setor tão aquecido quanto o que está sendo experimentado neste segundo semestre em 2020.

“Se hoje vivenciamos uma demanda explosiva na área, podemos concluir que com o ritmo acelerado de vendas e encomendas, muito em breve essa procura será sanada, fazendo com que tenhamos que criar novas situações e estratégias para alavancarmos as vendas nos próximos anos”, analisou.

Nesse “cenário novo de novo”, industriais estão correndo contra o tempo na busca pela contratação e recontratação de funcionários, num momento que já é chamado de “apagão da mão de obra” no setor moveleiro com as empresas não dando conta de atender ao prazo-demanda de lojistas em todo o Brasil. “Isso não está acontecendo só porque demitiram. Mas porque, de fato, a produção subiu muito mais do que o esperado – e até sonhado! -, mesmo num contexto regular. Isso, sem contar a falta de profissionais especializados no mercado”, situa.

E segundo Bessa, o problema não é único. “O momento escancara também a escassez de suprimentos para a indústria moveleira. A indústria testou todos os limites de seus fornecedores neste período que estão tentando adequar sua capacidade produtiva e de distribuição às necessidades pontuais do mercado, num cenário de prazos oscilantes em que, claro, relacionamento, histórico e jogo financeiro entre ambas as pontas poderá ser decisivo nessa corrida contra o tempo”, concluiu.

Todo o conteúdo pode ser acessado em https://youtu.be/W8e0frdBFco

 

 

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