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O novo normal no Varejo de Móveis

24/08/2020

Webinário sobre o tema acontece nesta terça-feira (25), pela plataforma Setor Moveleiro no link https://us02web.zoom.us/j/82197481764

Os rumos da pandemia da Covid-19 ainda são insertos, mas o que todos já sabem que nada será como antes. O chamado ‘novo normal’ já aparece como uma nova maneira de interpretar o comportamento dos consumidores desde então. Por isso, debater este tema se tornou urgente entre os diferentes segmentos de mercado. No moveleiro, a oportunidade acontece nesta terça-feira (25), por meio do webinário “O novo normal no varejo de móveis” que está sendo organizado pela plataforma Setor Moveleiro a partir das 17 horas, com apresentação de José Guimarães, diretor presidente da Novo Mundo, e participação de Marcelo Cenacchi, diretor geral da Renner Sayerlack, Sandro Canabarro, diretor comercial da Móveis Bechara e Paulo Pacheco, estrategista do setor moveleiro.

 

Para José Guimarães, o novo normal no varejo de móveis será impulsionado pelo aumento da venda on-line, num misto da multicanalidade do varejo com maior interação com a indústria, estoques compartilhados através de marketplace, crossdocking e dropshipping e um aumento substancial de fullfilment. “Neste último caso com o varejo compartilhando sua estrutura logística e de serviços para apoiar o desenvolvimento da indústria como, de certa forma, acontece nos três exemplos anteriores onde a indústria apoia o aumento de vendas para os distribuidores, fortalecendo a venda para toda a cadeia”, destacou.

 

Já para o consumidor final, segundo Guimarães, será necessário compartilhar mais informações. “O consumidor é o termômetro de tudo, e poderá estar ajudando muito mais no desenvolvimento dos produtos e serviços através de pesquisas continuas. Será uma relação infinitamente mais verdadeira do que a atual. Transparência e parceria nos três pontos de contato. Quem ficar de fora dessa onda perderá mercado ou crescerá abaixo dos concorrentes”, afirmou.

Para Guimarães, o futuro é promissor para o segmento pois a “casa” volta a ser o local de maior permanência das pessoas e o de prioridade para todos. “Oportunidade de aumento de vendas? Sim, mas se não houver uma mudança de entendimento de como o cliente final avalia nossos produtos e serviços, podemos ser preteridos e até mesmo deixar de existir. O consumidor do novo normal quer muito mais. Ele não quer mais um produto, ele quer a solução do seu problema ou a realização do seu sonho. Ele não quer um guarda roupa e sim a sua roupa protegida em um móvel lindo e funcional, e que venha envolto em uma excelente prestação de serviços. Do início do desenho do projeto à montagem na sua casa, tudo deve ser perfeito. Se algo não agradar esse consumidor em alguma parte desta jornada, perderá a revenda e a indústria, pois muito provavelmente não escolherá mais nenhum dos dois”, enfatizou.

Guimarães destaca também os desafios deste novo cenário. O primeiro é entender esta nova visão do consumidor, seus anseios e desejos neste novo formato mais digital e multicanal. O segundo está no âmbito tecnológico já que tanto a indústria quanto os distribuidores terão que investir muito em tecnologia e processos automatizados visando a unificação e disponibilidade dos estoques e aumentando a produtividade e melhoria do serviço logístico. E o terceiro será o engajamento dos ‘times’ nesta transformação. “Se nós não conseguirmos evoluir o entendimento de nossas equipes para essa mudança na percepção do consumidor, não conseguiremos implementar esta transformação. Sendo assim, o nosso papel como líderes nesta equação é fator preponderante para o sucesso da implementação destas mudanças, que é sobre tudo comportamental”, ensinou.

O que fazer no Novo Normal

Paulo Pacheco, estrategista do setor moveleiro, destaca que o Novo Normal vai significar ser mais empático, mais facilitador e mais acolhedor, misturando o físico e o digital, principalmente com o avanço tecnológico dos smartphones. “É o consumidor com o mundo realmente em suas mãos. Dos aplicativos de compra, passando por ferramentas de fidelização e empoderamento, e finalizando nos pagamentos. Estamos falando de lojas mais sensíveis ao novo consumidor que vai vir mais seletivo. Os serviços se tornarão fundamentais no novo varejo. Só produtos não bastarão. Teremos que oferecer mais ao novo consumidor. Mais serviços, mais encantamento, mais benefícios, mais garantias, mais entregas rápidas, mais montagens práticas e fáceis, mais relacionamento qualificado”, ressaltou.

Marcelo Cenacchi, diretor geral da Renner Sayerlack, olha este novo cenário como aquele em que as pessoas passaram a olhar mais para suas casas e darem mais importância ao conforto das residências. “Estamos tendo grandes oportunidades para o setor moveleiro. Contudo, algumas coisas precisam mudar para atender as expectativas do consumidor como a forma de expor e vender móveis, investir em design e aprimorar a qualidade e a funcionalidade do mobiliário.

Sandro Canabarro, diretor comercial da Móveis Bechara, ressalta a importância da união do digital com o físico, acelerado na pandemia onde o on-line se tornou essencial para a sobrevivência do varejo. “A mudança está sendo tanto no varejo quanto na indústria. Ambos estão sendo impactados com a mudança do consumidor em relação ao digital e a busca do entendimento do consumidor será essencial para a sobrevivência da cadeia. Acredito que a grande oportunidade está na questão do alcance ao consumidor de uma forma mais real e íntima, buscando-se soluções mais personalizadas. Uma ameaça será não entender esse movimento que está muito acelerado e pode engolir quem não se adaptar”, contextualizou.

 

 

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