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Espaços multifuncionais em casas exigem atenção da indústria moveleira

24/06/2020

Webinário organizado pela plataforma Setor Moveleiro, com apoio da Movelpar 2021, mostra que mudanças culturais já aconteceram

Claudia Lens, especialista em design estratégico, foi a convidada no Webinário Setor Moveleiro sobre “Como aplicar tendência em cores e tecidos nos ambientes do novo normal”, evento que contou com o apoio da Movelpar 2021. O momento atual, em que podem ser encontradas reações diversas e comportamentos também diferentes, mostram, segundo ela, que as pessoas estão tentando se adaptar nesse novo momento onde o dia passou a ser repleto de coisas que não eram feitas antes, mas que também passou a significar mudanças como encontrar gosto pelo ‘caseiro’.

“O DIY-Do It Yourself, pintar paredes, trocar os móveis de lugar, transformar aquele canto perdido na estação de trabalho, colocar a mão na massa literalmente está em ascenção. É praticamente impossível não ter aprendido pelo menos uma coisa nova nesse tempo, que, mesmo sendo uma adaptação difícil em certos momentos, tem esse lado fascinante e atraente da descoberta. Essa pegada vai permanecer”, revelou.

Segundo Lens, mesmo que de forma tímida, mudanças culturais já foram realizadas. “É fato que estamos seguindo rumo a uma tendência, estamos falando de uma mudança de curso, e isso certamente vai impactar e alterar o comportamento do consumidor, exigindo também resposta da indústria”, apontou.

A maior mudança para Lens está em perceber a real necessidade e funcionalidade de tudo que ocupa espaço dentro do lar. “Entender o que é útil, a função que se espera ou até que tenha capacidade de ser multifuncional. A sala de estar ou jantar que antes eram áreas sociais do lar, hoje administram um “contra turno” corporativo, servindo de espaço para reuniões e ganhando o status de Home Office. E ainda, de quebra em outros momentos do dia, se transforma em espaço de brincar, lanchar, estudar e relaxar”, descreve.

Mas, como administrar tanta necessidade e com impactos diferentes quando falamos de cores, texturas e resistência? “Esse é realmente um belo desafio e me remete a uma análise que realizei em um dos meus trabalhos onde o direcionamento do melhor tecido, com o melhor “caimento” e com o toque que se espera pode impactar muito no resultado final, não só agregando valor ao produto aos olhos dos consumidores, mas também otimizando o processo da indústria. Os novos tempos demandam aplicação do design estratégico que pensa no todo, mas sempre com foco nas pessoas”, destacou.

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